“Eu não acho que tenho ansiedade. Só ando dormindo mal, brigando mais em casa e com a cabeça cheia no trabalho.” Essa frase, com pequenas variações, aparece com frequência nas primeiras sessões.

Muitas pessoas procuram terapia por causa de um problema específico: o relacionamento que está difícil, a comunicação que trava, o sono que não vem. Com o tempo, percebemos juntos que vários desses problemas têm uma raiz em comum. E, muitas vezes, essa raiz é a ansiedade.

A ansiedade não tem uma cara só

Quando se fala em ansiedade, a imagem mais comum é a de alguém visivelmente nervoso, com o coração acelerado. Isso acontece, mas é só uma das formas possíveis. Pessoas diferentes sentem a ansiedade de maneiras completamente diferentes.

Para algumas, ela aparece no corpo. Para outras, nos pensamentos. Para muitas, ela aparece principalmente no comportamento: no jeito de reagir, de evitar, de se relacionar. É por isso que ela passa despercebida por tanto tempo.

Quando ela aparece no sono

Dificuldade para pegar no sono, acordar no meio da noite com a cabeça já trabalhando, sensação de não ter descansado. O sono é um dos primeiros lugares onde a ansiedade se mostra, porque é quando o dia para e os pensamentos ganham espaço.

Nem toda dificuldade de sono é ansiedade, e vale investigar com cuidado. Mas quando o que impede o descanso são preocupações, revisões de conversas e planos para o dia seguinte, é um sinal que merece atenção.

Quando ela aparece nas relações

A ansiedade raramente fica só dentro de quem sente. Ela transborda. Pode aparecer como:

Do lado de fora, isso pode parecer apenas um problema de convivência. Do lado de dentro, quase sempre existe muita tensão acumulada.

Com o tempo, essas reações podem gerar culpa, e a culpa alimenta ainda mais a ansiedade. É comum a pessoa prometer a si mesma que da próxima vez vai reagir diferente e, na situação seguinte, perceber que o padrão se repetiu. Isso não é falta de esforço. É sinal de que existe algo a ser compreendido antes de ser mudado.

Quando ela aparece no trabalho

No trabalho, a ansiedade costuma vestir a roupa da dedicação. A pessoa revisa tudo várias vezes, tem dificuldade para delegar, leva as tarefas para casa na cabeça e sente que nunca fez o suficiente. A autocobrança alta e o medo de errar são companheiros frequentes.

Em alguns casos acontece o contrário: a tarefa parece tão grande que a pessoa adia, se sente culpada por adiar e fica ainda mais ansiosa. Procrastinação e perfeccionismo podem ser dois lados da mesma moeda.

Por que vale dar nome ao que acontece?

Reconhecer que a ansiedade pode estar por trás desses problemas não é colocar um rótulo. É ganhar um mapa. Quando entendemos o padrão, fica mais fácil perceber que a briga, a insônia e a procrastinação não são falhas de caráter, e sim respostas aprendidas que podem ser compreendidas e transformadas.

Você não precisa ter certeza do que está acontecendo para começar. A terapia é justamente o espaço para investigar isso com calma. Se quiser, a avaliação inicial do site leva poucos minutos e ajuda a organizar o que você está sentindo.

Como a terapia olha para a ansiedade disfarçada?

Na Terapia Cognitivo-Comportamental, analisamos como pensamentos, emoções e comportamentos se encadeiam no seu dia a dia. Com a Terapia do Esquema, olhamos também para padrões mais antigos, que muitas vezes começaram lá atrás e continuam se repetindo. E com a ACT trabalhamos a flexibilidade para agir de acordo com o que importa para você, mesmo com a ansiedade presente.

No vídeo da página inicial, conto um pouco mais sobre a ansiedade e sobre como esse trabalho acontece na prática.

Se você se reconheceu em alguma dessas situações, pode me mandar uma mensagem. Conversamos sobre o que você está vivendo e sobre como a terapia pode ajudar.

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